2015/10/08

Metabolismo dos Carboidratos

A partir dos carboidratos ingeridos estes se transformam em glicose. O principal papel do metabolismo dos carboidratos é gerar energia e também armazenar, passando pelas fases da glicólise:

Glicólise: é a via central do processo de sintetização da glicose pelas enzimas e ocorre no citoplasma das células.

A glicólise pode ser dividida em etapa de investimento e etapa de pagamento, são 10 reações químicas catalisadas por 10 enzimas específicas, onde o fosfato é um dos principais ingredientes, pois é ele que vai confinar a glicose nas células.

Nas 05 primeiras reações a molécula ganha ATP e na segunda etapa, que são as 05 reações restantes sai ATP, ou seja, na primeira fase a célula usa 2 moléculas de ATP e na segunda fase ela sintetiza 4 moléculas de ATP, com saldo final = 2 moléculas de ATP para cada glicose utilizada na via.

Então, os carboidratos após a ingestão passam pelo processo enzimático de hidrólise das ligações glicosídicas, onde as moléculas em monômeros se quebram em polímeros para se adaptarem às células, se transformando em glicose, acessam as vias das pentoses e sequencialmente a glicose recebe fosfato e assim permanecem confinadas no interior das células, impedidas de acessarem a corrente sanguínea, processo este denominado: Glicólise.



O processo de Glicólise com O₂, é um processo aeróbico/Catabólico, seu produto final é o Piruvato que ativa o ciclo de Krebs e a cadeia respiratória para a produção de mais energia, essencial ao organismo. Na matriz mitocondrial o Piruvato está dividido com 03 átomos de carbono cada e passa por um processo de descarboxilase, perdendo 1 CO₂ formando 1 NADH e se transformando em Acetil-CoA, acessa o ciclo de Krebs com 02 carbonos e ganha mais quatro já no interior do ciclo, juntamente com outras moléculas há quebras e ganhos destas moléculas formando mais energias como: NADH, FADH₂, GTP. – Todo o esquema da soma dos carbonos é duplicado, devido ao acesso em cascata dos Piruvatos no ciclo de Krebs, gerados por uma molécula de glicose, por isso chegaremos ao número total de 12 Carbonos, até o produto final que é Oxigênio e a água que ficará armazenada nas células.

O processo de Glicólise sem O₂, é um processo anaeróbico/anabólico, não ativa o ciclo de Krebs e nem a cadeia respiratória, e seu produto final é o Lactato, quanto mais esforço físico mais formação de Lactato, responsável por fadiga e dor muscular, depois ele é conduzido pela corrente sanguínea, passando pelo fígado onde é transformado em glicose, processo denominado: Gliconeogênese.

Sistemas de Compensação equilíbrio ácido básico

      Se o distúrbio ácido-básico for acidose respiratória, ele é compensado por uma alta excreção renal de H+ e, com isso, reabsorção de bicarbonato renal para o sangue, onde ele tampona o excesso de H+. Se for acidose metabólica, a compensação se dá pelo sistema respiratório (hiperventilação).

     Na alcalose respiratória, ocorre uma compensação renal através de pouca excreção de H+, que fica na corrente sangüínea e tampona o excesso de bicarbonato. E a alcalose metabólica é compensada por hipoventilação - ou espirometria em circuito fechado (respirar num saco de papel).

     É importante ressaltar que, quando há “excesso” de compensação, cria-se um novo distúrbio ácido-básico, oposto ao que o indivíduo tinha (ex: para compensar uma acidose metabólica, a pessoa respira demasiadamente rápido e inúmeras vezes, consumindo tanto H+ que começa a haver um excesso de bicarbonato na corrente sangüínea, e o quadro passa a ser alcalose de causa respiratória).

     Além disso, a compensação respiratória é sempre bem mais rápida do que pelos túbulos renais (metabólica). Observe o quadro abaixo:




     Para tratar uma acidose respiratória, é preciso aumentar a ventilação pulmonar, usando ventilação mecânica, por exemplo. O uso de bases, como bicarbonato de sódio, é recomendado apenas em acidoses extremamente severas.
Numa alcalose respiratória, especialmente se acompanhada de tetania, é preciso aumentar a quantidade de dióxido de carbono através da inalação de ar exalado (“viciado”).

     No caso de uma acidose metabólica, administra-se bicarbonato, geralmente de sódio, ou lactato de sódio. O lactato é metabolizado pelo fígado em bicarbonato. Portanto, se o paciente apresenta deficiências hepáticas, não se deve administrar lactatos. No caso de cetoacidose diabética, a administração de insulina é o suficiente para reverter esse quadro.

     Por último, no caso de uma alcalose metabólica (exceto nos casos de depleção de potássio), deve ser administrado H+, na forma de ácido clorídrico ou cloreto de amônio. O NH4Cl é metabolizado em HCl pelo fígado. Logo, não se deve utilizar NH4Cl para tratar pacientes com alcaloses metabólicas e deficiências hepáticas.

2015/05/15

ALTERAÇÕES SISTÊMICAS ASSOCIADAS À CIRCULAÇÃO EXTRACORPÓREA (CEC)
CHANGES ASSOCIATED SYSTEMIC CIRCULATION BYPASS (CEC)

Graziela Silveira Araújo Alves¹, Jeffchandler Belém de Oliveira²
1 Aluna de Pós Graduação em Circulação Extracorpórea e Órgãos Artificiais
2 Professor do Curso em Circulação Extracorpórea e Órgãos Artificiais
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Resumo
Introdução: A circulação extracorpórea (CEC) possibilitou novas curas em doenças cardíacas, contudo existem complicações que podem ser desencadeadas durante ou após a cirurgia. Objetivo: Relacionar as principais desordens sistêmicas associadas à circulação extracorpórea; identificando os principais distúrbios hematológicos; definindo as alterações imunológicas do paciente e correlacionando as implicações renais e pulmonares. Materiais e Métodos: Trata-se de uma revisão da literatura utilizando bases de dados científicos da SciELO, LILACS e PUBMED abrangendo publicações nacionais e internacionais no período de 1993 à 2014. Resultados e discussão: Apesar de toda modernidade o organismo reconhece o sistema da CEC como estanho, gerando uma resposta imunológica que pode evoluir rapidamente para uma Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) e também uma resposta hematológica através da coagulação sanguínea, sendo essencial anticoagular o paciente para evitar trombose durante a cirurgia com CEC, ao tempo, que no pós-operatório, o paciente fica suscetível à hemorragia por diversos fatores. Problemas renais e pulmonares são comumente observados após a CEC devido uma multiplicidade de fatores, sendo que alguns casos evoluem rapidamente para Insuficiência Renal Aguda (IRA), enquanto a disfunção pulmonar continua sendo a maior causa de morbidade pós-operatória. Considerações finais: A CEC deve ser usada quando for a única forma de recurso operatório para pacientes cardíacos, pois existem severas complicações associadas a esta técnica que aumentam as taxas de morbidade e mortalidade. Entretanto, há uma complexa inter-relação do procedimento cirúrgico, da anestesia e da CEC que dificulta atribuir todas as complicações ao uso exlusivo da CEC.
Palavras-Chaves: perfusão extracorpórea; coração-pulmão; complicações sistêmicas.



Abstract
Introduction: The extracorporeal circulation (ECC) has made possible new cures for cardiac deseases, however there are issues that can be triggered during or before a surgery. Objective: Enumerate the main systemic disorders related with the extracorporeal circulation; identifying the main hematologic disturbs; defining the immunologic alterations of the patient and correlating the renal and pulmonary applications. Materials and Methods: This is a review of the literature utilizing scientific database from SciELO, LILACS and PUBMED covering national and international publications from 1993 until 2014. Results and discussion: Despite of all modernity the organism recognize the ECC as strange, generating an immunologic answer that can be quickly evolve to an Systemic Inflammatory Response Syndrome (SIRS) and also to a hematologic answer trough blood coagulation, anticoagulation is essential to the patient to avoid thrombosis during the ECC surgery, in time, the postoperative, the patient is susceptible to hemorrhage by several factors. Renal and pulmonary problems are commonly observed after the ECC due to a multiplicity of factors, and some cases progress quickly to Acute Renal Failure (ARF), while pulmonary dysfunction remains the largest cause of death in postoperative. Final considerations: The ECC must be used when there are no other forms of operative resources to cardiac patients, because there are severe complications associated with this technique that increases rates of morbidity and mortality. However, there is a complex interplay of surgical procedures, from anesthesia and ECC hindering assign any complications to the exclusive use of ECC.
Passwords: extracorporeal perfusion; heart-lung; systemic complications.